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E o seu tempo chegou!


Quero compartilhar como nasceu “Gratidão”, uma das músicas do meu cd.

Eu engravidei em 2008 e só descobri a gravidez quando já estava de cerca de dois meses de gestação. Roberto e eu ficamos muito felizes, pois já tínhamos sete anos de casados.

Em certo período eu comecei a ter um sangramento que foi aumentando e nós ficamos muito nervosos.
Na época estávamos envolvidos na gravação do cd “A Manifestação dos filhos de Deus” (Casa de Davi). Várias moças do ministério tinham passado pelo aborto da primeira gesta, e eu pensei que comigo não seria diferente.

No desespero do momento corremos para os hospitais e médicos e todos foram unânimes em dizer que eu estava tendo um aborto, que era super normal, e que eu perderia o bebê sem que nada pudesse ser feito.

Eles falavam com tanta indiferença à nossa dor, ao nosso sofrimento de ver nosso filho querido morrer diante de nós! Ao sair do hospital Roberto e eu estávamos desolados, mas meu marido

inspirado pelo Senhor me disse: “- Não fique assim. A Palavra de Deus diz que a mulher virtuosa é como a árvore frutífera que no tempo certo dá o seu fruto. E você é uma mulher virtuosa! Deus não vai deixar que esse fruto se perca!”. Diante dessas palavras nós oramos e sentimos a paz de Deus.
Fomos a outro médico e ele disse que nossa esperança seria ficar de repouso absoluto por no mínimo 60 dias e foi o que fiz. Esses 60 dias foram os mais longos da minha vida e em meu coração eu tomei como um jejum. Um tempo de busca ao Senhor. Eu me levantava para o extremamente necessário.

Eu começava a sentir o bebê mexer na minha barriga e sempre que ele mexia era uma alegria. Ao orarmos ele correspondia com a imposição das mãos do Roberto e assim foram passando os dias.

Foi marcada a gravação da música Poderoso do Cd e coincidiu em ser o último dia do meu repouso. O Roberto não queria que eu fosse, mas eu queria muito participar. Eu passei o dia ouvindo a pré-produção da música e ensaiando, e me arrumando.
Quando eu estava no banho eu comecei a me lembrar de tudo o que nós tínhamos passado naqueles meses, e o meu bebê que agora tinha um nome dado pelo Senhor: Israel (Príncipe de Deus, aquele que reina com Deus) estava na minha barriga mexendo, vivendo! Lembrei-me da palavra dos médicos, palavras de morte e então me lembrei da palavra do meu marido e nesse momento eu comecei a chorar. Eu me lembro como se tudo tivesse acontecido agora. Então eu comecei a cantar essa canção como seu eu a conhecesse desde sempre...

...“Gratidão é o que eu sinto no meu coração por tudo o que Tu és. És o meu Amado, Todo Desejado, minha Inspiração e o meu amor é todo Teu Jesus.”

Ainda hoje essa é a experiência mais linda, mais pura, mais celestial que eu já tive.

Eu cantei e chorei em gratidão a Deus e todas as vezes que eu a canto me lembro o quanto Ele me amou e por seu amor eu posso ser mãe de um príncipe tão amado.
Todas as vezes que eu canto essa canção não há nada mais importante do que declarar a Jesus o quanto eu o amo e Lhe sou grata por tudo.

Que você receba o toque de Deus ao ouvi-la. Que você tenha suas forças, seus sonhos e sua fé em Deus acrescidas de uma profunda experiência de amor ao Deus Todo Poderoso, Amado e Desejado, Aquele que tem Seu Nome acima de todo nome, que nos inspira a viver n’Ele. Eu te encorajo a buscar-Lo agora!
Receba o toque de Deus te dizendo: “- Você é uma árvore frutífera que dá fruto no devido tempo. E o seu tempo chegou!”
Israel hoje com 4 anos.

O Coração do próprio Deus


Sugiram que leiam com muita calma os primeiros capítulos do livro de Jeremias, pois estes são um texto emocionado de um coração partido, o coração do próprio Deus.
Nele podemos perceber uma grande dose de passionalidade, se é que posso assim dizer; um certo sofrimento pela ingratidão e abandono do seu próprio povo para com Ele, chegando a declarar que toda a história cultivada com esse povo, desde os primórdios da humanidade, lhe parecia vã.

Diante desse texto estive pensando sobre toda lamentação do próprio Deus proferida pela boca de Jeremias diante de todo lamaçal que se encontrava Israel. Que não só se esquecera de Deus, mas passou a praticar todo tipo de pecado e permanecia em iniqüidade.
Essas lamentações em nada diferem da do próprio Jesus ao perceber o descaso do seu povo para com ele, que também desejou ser lhes mais próximo como a galinha com seus pintinhos (Lucas 13).

Esse sempre foi o desejo de Deus: comunhão, amizade. Por esse motivo entregou a Jesus como oferta de amor pelo homem, aliás, o que mais Deus tem feito desde sempre é se entregar.
Todos os dias Ele entrega o ar, Suas misericórdias, Sua bondade, Sua fidelidade.

Meu pai...

Ele quer ter conosco o mesmo relacionamento que tinha com Jesus. De Pai e filho.
Lembro-me de um hino antigo cuja letra diz: “Tomou-me em seus braços, firmou os meus passos, e me atou com laços de amor.”

Nesse relacionamento existem dois lados, o daquele que quer ter um relacionamento e o lado do que precisa ter um relacionamento.
Ele anseia estar conosco porque quer nos revelar o que pensa sobre nós, quer nos mostrar que conhece a nossa história e que se importa conosco ("Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, enão de mal, para vos dar o fim que esperais. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração." Jeremias 29).
E nós precisamos desse relacionamento com Deus. Nossa alma tem um vazio do tamanho do Pai. Só Ele pode nos preencher, pode nos deixar plenos.

Deus nos chama para uma mudança de vida, de atitudes, de pensamentos, de direção. Uma verdadeira conversão em Jesus. Nos chama para abandonarmos as práticas ruins para que assim como Ele fez com Israel possa cuidar de nós.

Não bastou a Israel faltar a chuva, as bênçãos, a proteção. Foi necessário o envio de um profeta para fazê-los enxergar o coração de Deus.
O que eu mais quero e tenho buscado é que em mim Deus possa encontrar um coração disposto a perceber nos pequenos momentos Suas intenções para comigo. E corresponder.

Que esta seja a oração da Igreja nos dias de hoje.

Roberto Rivelino Reis

Roberto é músico desde os 7 anos. Ministro de louvor desde a mocidade.
Atualmente trabalha como produtor musical e assessor para ministérios de louvor na cidade de Londrina.
Casado com Fernanda Reis têm se dedicado a servir o corpo de Cristo por onde passam.